| Manifestações pelo direito ao espaço público espalham-se pelo mundo |
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| Notícias - Ilhéus | ||||||||||
| Escrito por Redação EcoD | ||||||||||
| Sáb, 04 de Julho de 2009 05:07 | ||||||||||
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A cada dia que passa os carros se tornam mais acessíveis e populares, aquecendo o mercado e possibilitando que todo mundo tenha o seu. Mas o que acontece quando os carros começam a tomar o lugar das pessoas nas ruas? Para denunciar os abusos e provocar uma reflexão sobre a atual ocupação do espaço urbano da cidade, muitas pessoas estão apelando para a criatividade e a interação.
A iniciativa surgiu em São Francisco, nos Estados Unidos, em 2005. Batizada de Park(ing) Day, a data logo se espalhou pelo mundo e já ganhou adeptos aqui no Brasil em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Esse ano a comemoração será no dia 18 de setembro. Para os ativistas, esse tipo de ação é importante para lembrar que essa ocupação provoca a insustentabilidade da cidade, por conta da impermeabilização do solo, da falta de áreas verdes nas ruas (elevando as temperaturas do ambiente urbano, tornando os espaços desconfortáveis e afastando o convívio entre as pessoas), da redução dos espaços públicos e do incentivo cada vez maior do uso do transporte individual motorizado.
Outra demonstração de como os espaços públicos devem ser mais bem divididos entre homens e carros foi dada pelo designer Michael Rakowitz. A barraca-carro, batizada de (P)LOT, questiona a ocupação da cidades pelos veículos e estimula as pessoa a reconsiderarem a “legitimidade” dos seres humanos sobre os carros.
Uma boa maneira de começar, segundo Rakowitz, seria deixar um pouco de lado a importância dada aos carros e aproveitar o espaço que hoje é destinado a eles para seu próprio bem-estar, como em um agradável acampamento! Compartilhe essa notícia
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Um exemplo disso é projeto Vaga Viva, que uma vez ao ano ocupa diversas áreas destinadas ao estacionamento de um carro e as transformas em espaços públicos. Os participantes da ação colocam tapetes de grama, bancos de praça, redes e até mesas de sinuca para mostrar como cada vez mais os automóveis vêem roubando o solo urbano para transformá-los em vias, viadutos, avenidas, etc.

